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sexta-feira, junho 30, 2006

Automat

Pela vidraça,
Helena respirou o café amargo,
enlaçando o ar empesteado
de cigarro.
Alguns passos
esbaforidos
alinhavavam a calçada
ao seu redor.
Sua vida indo
e vindo
pela noite à dentro.
A cidade às escuras,
a insônia.
Trens calados,
farmácias abertas.
Helena fugindo,
lerda,
sozinha,
nua para o mundo,
no mais profundo breu.

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