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domingo, julho 02, 2006


La Symphonie fantastique II

Sem amor,
sem Maria.
E eu saberei, pelos recifes,
de sua espera.
Tal Penélope
tecendo a
sina
das pedras.
Na reza
da volta,
da volta,
da volta...
Mas nada,
lenda sem volta.
História sem volta.
Eu não lhe trairei
nos abraços das sereias,
apenas
deixarei
meu barco
fluir,
sozinho,
distante
do seu amor.
E você, perplexa,
irá mirar
o horizonte,
lamuriando
e se perguntando,
onde?

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